Herança genética – enxaqueca – saúde – bem estar – meio ambiente

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Hoje, eu irei falar sobre o que há de mais novo sobre a influência da genética na enxaqueca. Mas, na parte final também há informações importantes para quem não sofre de enxaqueca. Tudo com base em conhecimento científico da maior qualidade! Aproveitem!

Saúde e bem estar

A enxaqueca tem um forte componente genético. Em estudos nos quais famílias foram analisadas verificou-se que o risco de ter enxaqueca aumenta quando nelas já existem indivíduos com enxaqueca. Isso aparece também em estudos nos quais se avalia gêmeos. Nos monozigóticos (quando os bebes são idênticos) há uma concordância da enxaqueca duas vezes maior que nos dizigóticos (quando os bebes são originados a partir de diferentes embriões).

Alguns genes relacionados com a enxaqueca também estão vinculados a outras patologias tais como, epilepsia e depressão. Sabe-se também que a manifestação da enxaqueca e de outras patologias depende da interação de vários genes simultaneamente. Mesmo na enxaqueca hemiplégica, que normalmente é resultante de um só gene mutante herdado pelo paciente, há casos nos quais não se encontra sequer mutações (mudanças na sequencia do DNA).

Já em 2003, um grande estudo holandês realizado em gêmeos concluiu algo muito interessante, que os fatores genéticos e ambientais tinham uma grande importância na manifestação da enxaqueca, porém esses dois fatores eram equivalentes entre si. Com o avanço no conhecimento do genoma humano nos últimos anos, tem ficado mais claro o que se concluiu nesse estudo, como você verá abaixo.

Ocorrem outras mudanças – que não são mutações – no nosso genoma em decorrência da nossa interação com o meio ambiente (epigenética). Além disso, a expressão da nossa herança genética depende também de como vivemos, de como interagimos e reagimos aos estímulos do meio ambiente (interação gene-meio ambiente). Esses dois fenômenos afetam claramente nossa suscetibilidade a doenças que herdamos geneticamente. Diante de todo o exposto acima, podemos concluir que a reação do corpo do paciente aos gatilhos que desencadeiam as crises de enxaqueca dependerá sempre da interação da pessoa com o meio, não somente da sua herança genética. Afinal, a depender de como se vive, nós podemos inclusive mudar nossa carga genética herdada. Portanto, sua saúde e sensação de bem-estar estão também em suas mãos. Maravilhoso isso, não?

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