O risco da automedicação

Olá, queridos pacientes e amigos,

Hoje, estou aqui para conversar com vocês sobre um assunto bastante importante: o risco da automedicação. Afinal, quem nunca tomou remédio por conta própria? Essa prática não é indicada e exige muitos cuidados, principalmente, quando relacionada aos casos de dores de cabeça. Fique atento!

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A automedicação é um risco e pode acarretar problemas graves. O uso frequente de analgésicos ou antiinflamatórios, por tempo prolongado, pode levar uma pessoa a um quadro de dor de cabeça crônica. As pessoas que tem enxaqueca ou cefaleia tensional são mais propensas a desenvolver essa cefaleia crônica com dependência de medicamentos. E os analgésicos combinados com cafeína são os que mais geram dependência. Um deles é muito usado pelas pessoas com dor de cabeça aqui no Brasil, a neosaldina.

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Vale ressaltar que além dos problemas acima citados, ainda há o risco dos efeitos adversos dessas drogas, tais como:

• Lesão no fígado (paracetamol),
• Sangramento no estômago e/ou intestinos (anti-inflamatórios),
• Alteração dos rins (anti-inflamatórios),
• Tonturas (analgésicos opiódes),
• Dor no estomago (anti-inflamatórios)
• Outras reações, sendo algumas delas bastante graves.

Uma pessoa, que devido a dor de cabeça tensional ou enxaqueca, consuma analgésicos e/ou antiinflamatórios por mais de 10 a 15 dias por mês em um período superior a 3 meses, pode ser considerada uma dependente desses medicamentos. O tratamento nesses casos é árduo, pois qualquer tratamento somente funciona quando o uso desses medicamentos é suspenso por um período de 2 a 3 meses. O paciente deve ficar sem os analgésicos mesmo com dor. Muitos desses pacientes acabam sendo internados para que se consiga fazer a retirada desses medicamentos. Não é fácil recuperar esses pacientes, por isso, o editorial da revista científica Cephalalgia desse mês de julho reafirma que a prevenção da dependencia é o melhor caminho. Pode se conseguir isso tratando adequadamente os pacientes que tem dor de cabeça.

Um artigo publicado também nesse mês na revista Cephalalgia confirmou que 50% dos pacientes com dependência de analgésicos voltaram a ter apenas dores episódicas (de vez em quando) após 2 meses da retirada dos analgésicos + orientações.

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Enfim, caso você ou alguém que você conheça esteja consumindo muitos analgésicos e precise de ajuda para superar esse problema, eu estou aqui e poderei lhes ajudar.

Tenho tratado um grande número de pessoas com esse problema nos últimos anos. Para conseguir que os meus pacientes superem essa fase de retirada dos analgésicos com o menor sofrimento possível, eu uso várias técnicas neuromodulatórias associadas ao uso de medicamentos que atuam no controle da dor, mas que não são analgésicos, além é claro de muita orientação do paciente a respeito da sua dor. Além disso, eu me coloco sempre disponível para ajuda-los nas horas em que a dor aparece. Isso é fundamental, pois os pacientes se sentem mais seguros, amparados.

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Deixe-me cuidar de você!

Um abraço carinhoso e até semana que vem!

Dra. Jerusa Alecrim