Covid-19, pets e outros animais: novidades sobre transmissão e cuidados

Ainda ontem, eu estava conversando com uma colega pelo Messenger e relatei que meu pet estava pouco ativo e que já havia passado pela minha cabeça que ele estivesse infectado pelo coronavírus. Mas, como essa pandemia está nos deixando um pouco obsessivos, meio neuróticos, achei que era “neura” minha. Com certeza, era.

Hoje, logo cedo, eu me deparei com a notícia de que havia sido confirmada a infecção, de um tigre malaio do sexo feminino de 4 anos chamada Nádia, pelo SARS-CoV-2 (vírus que causa o COVID-19 em humanos.

Nádia, mais três tigres e três leões que vivem no Bronx Zoo in New York City desenvolveram tosse seca e perda do apetite nos últimos 10 dias, os primeiros sintomas foram em 27/03/20. Como New York está sendo, nesse momento, o epicentro da pandemia nos EUA, eles resolveram avaliar pelo menos um animal através de exames (ultrassom, Rx e testes sanguíneos), pois assim não teriam que anestesiar todos os animais. Escolheram então, Nádia. O exame de sangue foi realizado no National Veterinary Services Laboratory do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Iowa que confirmou a infecção e já notificou a OMS hoje (06/04/20).

O veterinário chefe do zoológico, Paul Calle e as instituições envolvidas deduzem que os animais provavelmente foram infectados por um funcionário assintomático do zoológico que não foi identificado.

Já existem relatos de contaminação pelo coronavírus em pets, dois cachorros em Hong Kong e um gato na Bélgica.

Considero importante ressaltar, que tanto a Organização Mundial de Saúde (OMS) quanto a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) vêm afirmando que não há nenhuma evidência de que pets (gatos ou cachorros) possam transmitir o coronavírus para os seres humanos. Portanto, não há motivo para pânico.

Porém, tanto a OMS como o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) recomendam que uma pessoa, uma vez infectada, isole-se tanto dos pets como dos humanos para evitar transmissão. Caso uma pessoa infectada tenha que cuidar de um pet, recomenda-se que lave as mãos antes e depois de qualquer contato com o pet, evitem compartilhar do mesmo alimento com ele, evitem aconchego e beijos no animal.

Mesmo após essa confirmação de transmissão do homem para os animais, tanto o USDA como o Centro de Controle e Prevenção de Doenças Americano (CDC) não recomendam fazer o teste para detecção do vírus de forma rotineira nos animais. Mas, recomendam que o veterinário que identifique um animal com sinais clínicos compatíveis com infecção pelo coronavírus comunique o fato às autoridades sanitárias.

Estou atenta aos novos e fulminantes conhecimentos que estão sendo produzidos nessa pandemia de coronavirus. Informação de qualidade é um compromisso meu com vocês.

Estamos juntos nessa!

Referências bibliográficas:

https://www.aphis.usda.gov/aphis/newsroom/news/sa_by_date/sa-2020/ny-zoo-covid-19

https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/daily-life-coping/animals.html

https://www.reuters.com/article/us-health-coronavirus-usa-zoo/tiger-at-new-yorks-bronx-zoo-tests-positive-for-coronavirus-idUSKBN21N0WV

https://www.bbc.com/news/world-us-canada-52177586

https://alecrim.med.br/wp-content/uploads/2020/04/Si-tiene-animales-_-CDC.pdf

https://alecrim.med.br/wp-content/uploads/2020/04/USDA-05-04-20.pdf

https://alecrim.med.br/wp-content/uploads/2020/04/USDA-Statement-on-the-Confirmation-of-COVID-19-in-a-Tiger-in-New-York.pdf

https://alecrim.med.br/wp-content/uploads/2020/04/Recomendac%CC%A7a%CC%83o-05-04-20.pdf

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