Cefaleia em Salvas – a pior dor que existe!

É uma das piores dores de cabeça que possa existir. Acomete cerca de 1 a 4 a cada 1.000 pessoas. É comum durante o quadro de dor o paciente querer se matar/ morrer. Muitos pacientes que atendi disseram que batem a cabeça na parede durante as crises com a esperança de encontrar alívio para tanto sofrimento.

Esse tipo de cefaleia apresenta-se como uma dor severa, que dura de 15 a 180 minutos, unilateral, em volta do olho (periorbitária) ou na região ao lado do olho (temporal). Além da dor, aparecem sintomas locais como lacrimejamento, secreção nasal (coriza), inchaço das pálpebras, “queda”’ da pálpebra superior além de sintomas gerais como sensação de inquietação, ansiedade, muita agitação.

Cerca de 10 a 20 minutos antes de uma crise os pacientes podem apresentar sintomas no local onde virá a dor além de sintomas gerais como alteração na capacidade de concentração e mudanças de humor.

Algo curioso nesse tipo de dor de cabeça é que as crises aparecem quase sempre na mesma época do ano e nos mesmos horários, sendo na maioria das vezes no meio da madrugada. Alguns pacientes ficam com receio de dormir com medo da dor, pois ela aparece na maioria das vezes depois de um período de sono.

É muito comum verificar nesses pacientes o consumo de tabaco e grande consumo de álcool.

Trauma prévio é aceito como um dos fatores desencadeantes da cefaleia em salvas.

Durante as crises esses pacientes respondem bem ao uso de oxigênio. Outro medicamento usado nas crises é o sumatriptano.

Para prevenção das crises usamos outros medicamentos de uso contínuo como o verapamil, prednisona, lítio, topiramato e valproato de sódio.

Resultados muito bons têm sido alcançados com técnicas de neuromodulação com estímulos elétricos. Pesquisas e relatos de casos publicados em revistas científicas conceituadas na área médica referem remissão das crises com essas técnicas de estimulação de nervos periféricos com estímulos elétricos.

A Dra. Jerusa Alecrim cuida de pacientes com cefaleia em salvas usando tanto os medicamentos como essas modernas técnicas de neuromodulação com estímulos elétricos referidas anteriormente.

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